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TABERNÁCULOS – SUCOT

Atualizado: 5 de out.

2025 : Pôr do Sol do dia 6 ao fim da tarde do dia 13/Out.

Dentre as três grandes festas comandadas por DEUS, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para nós cristãos.


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(SUCOT OU CABANAS)

Dentre as três grandes festas comandadas por DEUS, a Festa dos Tabernáculos é a de  maior significado profético para nós cristãos. É comemorado no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.


SIGNIFICADO HISTÓRICO


“Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias. Ao primeiro dia haverá santa convocação: nenhuma obra servil fareis. Sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; no dia oitavo tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.


São esta as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifícios e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do SENHOR, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor.

Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias; ao primeiro dia, e também ao oitavo, haverá descanso solene. No primeiro dia tomareis para vós outros fruto de árvores formosas, ramos de palmeira, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o SENHOR, vosso DEUS. Celebrareis esta como festa ao Senhor por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito: Eu sou o Senhor vosso Deus” . (Levítico 23.33-43).


A festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita era originalmente uma festa agrícola, assim como a Páscoa e Pentecoste. Apesar disso DEUS lhe atribui um significado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento pelo SENHOR. A fragilidade das tendas que o povo construía era uma lembrança da fragilidade do povo quando peregrinava os 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida.


A palavra “tabernáculo” origina-se da palavra latina “tabernaculum” que significa “uma cabana, um abrigo temporário”. No original hebraico a palavra equivalente é Sucá, cujo plural é Sucot. A Festa dos Tabernáculos durava uma semana e durante este período habitavam em tendas construídas com ramos.

É um tempo de regozijo e ação de graça.

Posteriormente, na história judaica, a Páscoa, Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos são chamadas no calendário judaico de Festas de Peregrinos, porque nestas três festas era exigido que todo homem judeu fizesse uma peregrinação até o Templo de Jerusalém. Nestas ocasiões o povo trazia os primeiros frutos da colheita da estação ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a DEUS e o restante usado pelas famílias dos sacerdotes. Somente após essa obrigação ser cumprida era permitido usar a colheita da estação como alimento.


A ordenança de DEUS para que o povo habitasse em tendas traz conotações de caráter moral, social, histórico e espiritual. Os rabinos falam da sucá como um símbolo de proteção divina. Em momentos de aflição pedimos ao Todo-Poderoso que nos “abrigue em sua tenda” (Salmo 27.5). A sucá é um chamado contra a vaidade e um apelo à humanidade. Mesmo o mais poderoso dos homens deve viver durante sete dias numa habitação primitiva e modesta, conscientizando-se da impermanência das posses materiais. Mais ainda, deve compartilhar essa moradia com todos os desprivilegiados a seu redor: “seus servos, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem dentro dos seus portões” . (Deuteronômio 16.14)


Por ser pequena, sem compartimentos a sucá obriga seus moradores a se aproximarem, física e afetivamente, e talvez os inspire a se manterem mais unidos nos outros dias do ano. De acordo com a Lei, a cobertura da sucá deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sucá é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuoso, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, deve ter uma vista para o céu.


A sucá é um abrigo temporário, improvisado, construído às pressas. E, no entanto, ela é um símbolo de permanência e continuidade. É tão frágil, tão precária, tão instável e, no entanto, sobreviveu a tantos impérios, tantas revoluções porque na verdade seu sustento é divino. É somente o SENHOR quem nos pode sustentar! A sucá é uma construção rústica cuja cobertura é feita de produtos da terra – fácil de se obter. Inclui ramos, arbustos, palha e mesmo ripas de madeira. Frutas, vegetais e outros alimentos não são usados.


O povo judeu tomou as palavras de DEUS em Levítico 23 “habitareis” em seu sentindo literal. Eles interpretaram a palavra “habitar” como significando que se devia comer e dormir na sucá, e não apenas construí-la. Nenhuma bênção é recitada quando se constroi a sucá, pois a ordem fundamental é “habitar” na sucá e não meramente construí-la. Uma bênção é recitada imediatamente antes de comer e dormir na sucá.


O uso de quatro espécies de plantas é prescrito em Levítico 23.40: “…tomareis fruto de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeira…” A Bíblia não especifica com precisão quais as espécies de árvores e frutas devem ser usadas. As autoridades judaicas deduziram e a tradição consagrou que “a fruta de árvore formosa” significa a cidra (etrog); “ramos de palmeiras” seriam ramos da tamareira(lulav); “ramos de árvores frondosas” referindo-se ao mirto (hadassim); e “salgueiros de ribeira” ao familiar salgueiro (aravot). Essas quatro espécies formam o molho de sucot que seguramos e abençoamos em cada dia da semana durante a Festa dos Tabernáculos. Diariamente, durante a semana de sucot (exceto no Shabat), pegamos na mão direita as três espécies de ramos, na mão esquerda a cidra, recitamos uma bênção, em seguida juntamos as mãos e agitamos o molho para todos os lados, para cima e para baixo – manifestando nossa alegria e indicando que a Presença de DEUS está em toda a parte.


A Festa dos Tabernáculos tinha dois aspectos distintos na época do Templo. Uma parte da festa era consagrada ao louvor e ações de graça. O toque das trombetas convocava o povo, que se postava nas ruas para assistir à marcha dos sacerdotes que iam ao tanque de Siloé, enchiam uma vasilha de prata de água e depois rumavam para o templo e a derramavam no altar. Era um cortejo glorioso de sacerdotes vestidos de branco, instrumentos musicais, corais. Os levitas se faziam acompanhar por músicos em instrumentos de corda, sopro e percussão durante a recitação dos Salmos 113 a 118 – (Hallei) especialmente as palavras messiânicas do Salmo 118, versos 25 e 26: “Ó SENHOR, salva, Te pedimos! Ó SENHOR, nós te pedimos, envia-nos a prosperidade. Bendito aquele que vem em nome do SENHOR” .


Esse ritual de derramamento de água simbolizava ações de graça pela chuva que possibilitou a colheita do ano. Orações por mais chuva eram feitas para possibilitar a colheita da próxima estação.

Esse ritual simbolizava também a alegria espiritual e salvação.

A cada dia, durante o período da Festa, os sacerdotes rodeavam o grande altar de sacrifícios, uma vez, agitando suas palmeiras em todas as direções. Os ramos eram seguros juntos na mão direita, e a cidra, na mão esquerda. No sétimo dia, chamado “Hoshana Rabbah” que significa “A grande Salvação”, os sacerdotes rodeavam o altar sete vezes, recitando o Salmo 118. Durante os sete dias de sucot, o grande altar de sacrifício recebia um número de sacrifício maior do que em qualquer outra festa: 70 novilhos, 14 carneiros, 98 cordeiros e 7 bodes (Números 29.12-34).


Em relação aos 70 novilhos o Talmud ensina que “as setenta nações do mundo são representadas nas ofertas de expiação de Israel” . Segundo ponto alto das comemorações eram os festejos. À noite, as multidões festejavam com banquetes e ainda cantavam e caminhavam pelas ruas portando tochas. Eram também colocadas tochas que iluminavam o átrio do Templo. Nesses momentos demonstravam sua gratidão a DEUS desfrutando as boas coisas da vida e o prazer de gozarem a companhia uns dos outros.


Foi a essa festa que os irmãos do SENHOR Jesus se referiram quando insistiram com Ele para que seguisse para Jerusalém (João 7.1-9). O SENHOR rebateu suas palavras sarcásticas, mas depois, ocultamente, foi para Judéia. Durante a Festa, Ele deu ensinamentos e sofreu dura oposição por parte dos fariseus. Foi nessa ocasião que chamou os que tivessem sede para irem a ele e beber (João 7.37). Isso pode ter sido uma referência à água derramada no altar durante a Festa.


O SIGNIFICADO PROFÉTICO


A Festa dos Tabernáculos tem um significado profético. O profeta Amós, antevendo a vinda do Messias, escreveu: “Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas, e, levantando-o das suas ruínas restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade” . (Amós 9.11)


O povo judeu ainda hoje aguarda a vinda do Messias. A preservação misteriosa de Israel pode ser para o cumprimento do propósito de DEUS de Israel se tornar o “tabernáculo de Davi, seu Rei”.


Judeus e gentios podem ser incorporados à casa ou família de DEUS e assim tornar-se Seu tabernáculo – Seu lugar de moradia com a aceitação do Messias. Devemos lembrar que DEUS já havia feito provisão para a inclusão dos gentios crentes dentro da aliança mosaica “a mesma lei haja para o natural (israelita) e para o forasteiro (gentio) que peregrinar entre vós” . (Êxodo 12.49)

O profeta Zacarias predisse que na era messiânica: “Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” . (Zacarias 14.16-21)


O profeta Miquéias profetizou: “… uma nação não levantará contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” . (Miquéias 4.3)

A Festa dos Tabernáculos fala da alegria do Messias tabernaculando em nosso meio. É época de regozijo, de plenitude.

Podemos ver também o SENHOR Jesus, nosso Messias, tipificado no ritual do derramamento da água. No evangelho de João, capítulo 7, temos um relato da Festa dos Tabernáculos que foi a última que o SENHOR Jesus participou.


Podemos imaginar a cena grandiosa: o grande cortejo de sacerdotes vestidos de branco, os levitas, os instrumentos, o derramamento da água no altar… e o SENHOR Jesus, em pé, nas sombras das grandes colunas do templo observando. Ele, o Eterno, o Filho de DEUS, o Logos, a Palavra Viva que se fez carne, Aquele quem falou através da Lei dada no Monte Sinai para que se observasse a Festa dos Tabernáculos. Agora Ele estava ali, em pessoa, vendo a observância de uma ordenança Sua.


Assim que o cortejo passou com o clamor nos lábios do Salmo: 

“Ó SENHOR, salva, Te pedimos…” o SENHOR Jesus se levanta e sua voz explode num grito carregado de misericórdia: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” . (João 7.37-38)


Ali estava em pessoa Aquele de quem os profetas haviam falado. Ele era o cumprimento de todas as promessas. O Messias veio e tabernaculou entre nós. (João 1.14)


“Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas; e vós os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e azeite. Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão: e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis promessas a Davi” . (Isaías 55.1-3)


Através de Seu Espírito que seria derramado em vasos humanos DEUS promete tirar de nós o coração de pedra e nos dar uma nova natureza.


“Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes” . (Isaías 44.3)


“O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas não faltam” . (Isaías 58.11)


“E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões. Até sobre vossos servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e temível dia do SENHOR. E acontecerá que todo aquele que invocar o Nome do SENHOR será salvo; porque no Monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes aqueles que o SENHOR chamar”. (Joel 1.28-32)


RESUMO PROFÉTICO DA FESTA DE TABERNÁCULO PARA OS CRENTES EM YESHUA, JESUS, O MESSIAS


“O verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1.14). A palavra “habitou” no grego é “Skeneseii” e significa tabernaculou entre nós. Isto é, o SENHOR Jesus veio na sua primeira vinda para fazer morada no coração daquele que confessa e o recebe como SENHOR e Salvador!

O centro da Festa de Tabernáculo é o SENHOR Jesus, o Messias. Chegará sua segunda vinda, quando se cumprirá integralmente o profeta Zacarias (cap. 14.16-21). Todas as nações, todos os anos, subirão a Jerusalém para celebrarem a Festa de Tabernáculo com o dono da Festa, o REI Jesus.


É interessante notar no texto de João 7.37-38, quando o SENHOR Jesus deixou para falar no último dia da festa, o sétimo dia, que era o ápice da comemoração, sobre a tremenda e gloriosa mensagem que Ele era a Fonte Eterna de água viva, na qual ninguém teria mais sede. O sétimo dia é também um sinal do milênio. Podemos imaginar com base na tradição judaica em se jogar água sobre o altar de sacrifício do Templo, simbolizando não só a purificação, mas também as preces para que houvesse abundância de chuvas no ano novo.


A Bíblia diz que o SENHOR Jesus clamou, isto é, gritou em alta voz: “Se alguém tem sede venha a mim e beba”. Isto é, Ele é o verbo, a Palavra-viva. Paulo em Efésios 5.25 diz que a Igreja, que somos nós, precisamos ser sem rugas e defeito por meio da lavagem de água que é a Palavra de DEUS, o SENHOR Jesus.

É lindo poder entender e receber estas revelações. O SENHOR Jesus prepara sua Noiva pela “lavagem de água, pela Palavra”.

A Festa de Tabernáculo é, portanto, momento de grande alegria para o Corpo do Messias, o SENHOR Jesus tabernaculando em nós; o SENHOR Jesus vindo como Rei para os Judeus e as nações, o SENHOR Jesus reinando por 1000 (mil) anos com a Sua Igreja.


Urge que a Igreja do SENHOR Jesus Cristo tome posse do Espírito da Palavra, do contexto da relação Israel x Igreja, do tempo de DEUS que corre paralelo a ambos.

Urge que o Corpo de Cristo se aproxime com profundo amor pelo conhecimento das Escrituras. Ele é o mesmo, o Eterno, o de ontem, de hoje e o de sempre.


Shalom!


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